Soneto do amigo
Vinicius de Moraes
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
domingo, 20 de julho de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
Olá Fátima:
Adorei seu Bebê Albert a Sol, são lindos !!!!
Este soneto tbém é demais !!
Bjs
Nana
www.nanatricoegatos.blogspot.com
Postar um comentário